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	<title>Arquivo de preconceito - Olhe</title>
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	<description>Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento</description>
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		<title>SITE NOVA MATURIDADE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2019 19:57:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Simpósio aborda desafios do envelhecimento ativo O papel do cuidador foi abordado pela profa. dra. Marília Viana Berzins, presidente do&#160;Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE) Simpósio aborda desafios do envelhecimento ativo Um dia todo de muito aprendizado sobre quatro pilares do envelhecimento ativo – Cuidados, Informática, Preconceito e Saúde Mental. Foi o que vivenciei ontem acompanhando a terceira edição do Simpósio USP Rumo ao Envelhecimento Ativo, realizado no auditório István Jancsó, da Biblioteca Brasiliana Guita e José Midlin, na USP. Entre os muitos especialistas presentes, destaque para o encerramento com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que no próximo mês completa 88 anos, e José Gregori, que foi ministro da Justiça e fez 88 no ano passado. “Eu tento viver com o máximo de energia que eu posso o momento que eu estou vivendo e pensar no momento do passo seguinte, no que vou fazer amanhã e ter sempre projeto”, afirmou o presidente. Um grande público acompanhou o evento, que foi aberto discutindo o envelhecimento e o cuidado, com mediação da profa. dra. Monica Sanches Yassuda, diretora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) da USP. A profa. dra. Monica Perracini, do programa de Mestrado e Doutorado em Fisioterapia da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), destacou a tecnologia, que, segundo ela, cada vez mais é uma importante ferramenta para viver melhor. A longevidade vem atraindo a atenção de startups, com a criação de produtos e serviços que trabalham questões como smart homes (casas inteligentes) e dispositivos de segurança, assistentes digitais de saúde e o acompanhamento social e cognitivo. Para ela, a tecnologia pode ajudar, mas não deveria substituir o contato, que transforma quem recebe e quem oferece o cuidado. A profa. dra. Rosa Yuka Sato Chubaci, do bacharelado em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) da USP, teve como missão desmistificar o cuidado nas instituições de longa permanência para idosos (ILPI). De acordo com ela, estas instituições, antes conhecidas como asilos e hoje chamadas de residenciais, ainda carregam o estereótipo de abandono, mas não indicam necessariamente a exclusão do idoso do contexto social, nem ruptura dos laços sociais e familiares, desde que tenham um ambiente adequado, uma equipe preparada e atividades que atendam às especificidades dos idosos. &#160; O papel do cuidador foi abordado pela profa. dra. Marília Viana Berzins, presidente do&#160;Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE)&#160;e coordenadora do curso de formação de Cuidador de Idosos oferecido pela ONG. Ela destacou a importância do cuidado, que é uma consequência da longevidade, e a importância da regulamentação da profissão. Tecnologia O segundo módulo, mediado por Sérgio Werther Duque Estrada, embaixador do Aging 2.0 São Paulo, foi dedicado à informática. Fabio Ota, CEO da&#160;International School of Game, a IS Game, apresentou o trabalho da empresa que ensina adultos 50+ a desenvolver games, contribuindo para o desenvolvimento do raciocínio lógico e a prevenção do declínio cognitivo. O projeto que funciona na Unicamp e tem unidades em São Paulo, foi financiado pela Fapesp. O principal desafio, segundo ele, foi e ainda é o preconceito por parte dos próprios idosos, por isso deve começar a ser trabalhado como projeto Cérebro Ativo, uma academia de ginástica cerebral. A gerontóloga Glaucia Martins de Oliveira Alvarenga abordou os impactos das redes na redução dos riscos de isolamento e solidão. Sua pesquisa indica que com a maior integração, os idosos descobrem novas habilidades. A inclusão digital provoca a atualização e compartilhamento, criando também novas redes de suporte. A relação com o trabalho foi destacada por Mórris Litvak, fundador da&#160;Maturijobs, plataforma digital que faz a ponte entre empresas e profissionais 50+, também com foco na capacitação, encontros presenciais e que deve lançar a Maturiservices para que as pessoas possam oferecer seus serviços de forma pontual para empresas e pessoas físicas. Litvak tratou da necessidade de estar atualizado para manter-se relevante no mercado de trabalho após os 50 anos. E para as empresas, o desafio é enxergar o potencial deste público. Para ele, a tecnologia precisa ser vista como aliada, não como barreira. &#160; Preconceito O módulo sobre preconceito marcou o retorno do evento no período da tarde, com a mediação do prof. dr. Egídio Lima Dórea, organizador do simpósio e coordenador da USP Aberta à Terceira Idade. O prof. dr. Jorge Felix, do&#160;Centro de Estudos da Economia da Longevidade, abordou a tradução do termo “ageism”, criado pelo psiquiatra americano Robert Butler, em 1968. Felix defende que o mais adequado seria adotarmos como “idosismo”, e não “ageísmo” como é utilizado hoje. O termo atual, segundo ele, retira a ênfase da pessoa idosa, nega a velhice, não caracteriza a estigmatização e fragiliza o sujeito político na esfera pública. A consultora organizacional psicodramatista, Izabela Toledo, da FESA Group, trouxe o exemplo de seu avô Celso Falabella de Figueiredo Castro, que faleceu aos 103 anos, e foi lúcido até os cem, para tratar o preconceito no mercado de trabalho. Contando a história do avô, ela destacou as competências que ele tinha e hoje são exigidas pelo mercado: adaptabilidade e resiliência, curiosidade pela vida e aprendizagem, coragem para experimentar e mudar, e relacionamento, sentido de pertencer. Para ela, é preciso vencer os nossos próprios preconceitos, vencer a dificuldade de lidar com o desconhecido, e encarar o novo como uma possibilidade de aprender algo diferente. O preconceito nas instituições de saúde foi destacado pela profa. dra. Ana Cláudia Bonilha, doutoranda em Saúde Coletiva. De acordo com ela, é preciso ajustar o modelo de atendimento ao idoso, rever valores e crenças que causam a discriminação etária e formar profissionais capacitados. Ana Cláudia usou o termo “gerontofobia sanitária” para a aversão do idoso no campo da saúde, que resulta na generalização de dores, uma investigação pouco minuciosa dos sintomas e o preconceito em diagnosticar doenças sexualmente transmissíveis. &#160; Bem-estar Dórea também foi moderador do módulo inicialmente chamado de Saúde Mental, mas renomeado por ele de Bem-estar. A profa. dra. Vera Brandão, da PUC-SP, abordou o envelhecimento como o processo da vida; longevidade, a perspectiva de uma vida mais longa, o longeviver;</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Simpósio aborda desafios do envelhecimento ativo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel do cuidador foi abordado pela profa. dra. Marília Viana Berzins, presidente do&nbsp;Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE)</p>
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<h1 class="wp-block-heading">Simpósio aborda desafios do envelhecimento ativo</h1>



<p class="wp-block-paragraph">Um dia todo de muito aprendizado sobre quatro pilares do envelhecimento ativo – Cuidados, Informática, Preconceito e Saúde Mental. Foi o que vivenciei ontem acompanhando a terceira edição do Simpósio USP Rumo ao Envelhecimento Ativo, realizado no auditório István Jancsó, da Biblioteca Brasiliana Guita e José Midlin, na USP. Entre os muitos especialistas presentes, destaque para o encerramento com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que no próximo mês completa 88 anos, e José Gregori, que foi ministro da Justiça e fez 88 no ano passado. “Eu tento viver com o máximo de energia que eu posso o momento que eu estou vivendo e pensar no momento do passo seguinte, no que vou fazer amanhã e ter sempre projeto”, afirmou o presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um grande público acompanhou o evento, que foi aberto discutindo o envelhecimento e o cuidado, com mediação da profa. dra. Monica Sanches Yassuda, diretora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) da USP. A profa. dra. Monica Perracini, do programa de Mestrado e Doutorado em Fisioterapia da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), destacou a tecnologia, que, segundo ela, cada vez mais é uma importante ferramenta para viver melhor. A longevidade vem atraindo a atenção de startups, com a criação de produtos e serviços que trabalham questões como smart homes (casas inteligentes) e dispositivos de segurança, assistentes digitais de saúde e o acompanhamento social e cognitivo. Para ela, a tecnologia pode ajudar, mas não deveria substituir o contato, que transforma quem recebe e quem oferece o cuidado.</p>



<figure class="wp-block-image is-style-default"><img decoding="async" src="https://cdn.shortpixel.ai/client/to_avif,q_glossy,ret_img/https://novamaturidade.com.br/wp-content/uploads/2019/05/IMG_8789-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-390"/><figcaption>Primeiro módulo contou com as professoras Monica Perracini, Monica Yassuda, Marília Berzins e Rosa Chubaci (Fotos: Katia Brito)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A profa. dra. Rosa Yuka Sato Chubaci, do bacharelado em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) da USP, teve como missão desmistificar o cuidado nas instituições de longa permanência para idosos (ILPI). De acordo com ela, estas instituições, antes conhecidas como asilos e hoje chamadas de residenciais, ainda carregam o estereótipo de abandono, mas não indicam necessariamente a exclusão do idoso do contexto social, nem ruptura dos laços sociais e familiares, desde que tenham um ambiente adequado, uma equipe preparada e atividades que atendam às especificidades dos idosos. &nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O papel do cuidador foi abordado pela profa. dra. Marília Viana Berzins, presidente do&nbsp;<a href="http://olhe.org.br/">Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE)</a>&nbsp;e coordenadora do curso de formação de Cuidador de Idosos oferecido pela ONG. Ela destacou a importância do cuidado, que é uma consequência da longevidade, e a importância da regulamentação da profissão.</p></blockquote>



<h1 class="wp-block-heading" style="font-size:50px"><strong>Tecnologia</strong></h1>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo módulo, mediado por Sérgio Werther Duque Estrada, embaixador do Aging 2.0 São Paulo, foi dedicado à informática. Fabio Ota, CEO da&nbsp;International School of Game, a IS Game, apresentou o trabalho da empresa que ensina adultos 50+ a desenvolver games, contribuindo para o desenvolvimento do raciocínio lógico e a prevenção do declínio cognitivo. O projeto que funciona na Unicamp e tem unidades em São Paulo, foi financiado pela Fapesp. O principal desafio, segundo ele, foi e ainda é o preconceito por parte dos próprios idosos, por isso deve começar a ser trabalhado como projeto Cérebro Ativo, uma academia de ginástica cerebral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gerontóloga Glaucia Martins de Oliveira Alvarenga abordou os impactos das redes na redução dos riscos de isolamento e solidão. Sua pesquisa indica que com a maior integração, os idosos descobrem novas habilidades. A inclusão digital provoca a atualização e compartilhamento, criando também novas redes de suporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação com o trabalho foi destacada por Mórris Litvak, fundador da&nbsp;Maturijobs, plataforma digital que faz a ponte entre empresas e profissionais 50+, também com foco na capacitação, encontros presenciais e que deve lançar a Maturiservices para que as pessoas possam oferecer seus serviços de forma pontual para empresas e pessoas físicas. Litvak tratou da necessidade de estar atualizado para manter-se relevante no mercado de trabalho após os 50 anos. E para as empresas, o desafio é enxergar o potencial deste público. Para ele, a tecnologia precisa ser vista como aliada, não como barreira. &nbsp;</p>



<h1 class="wp-block-heading" style="font-size:50px"><strong>Preconceito</strong></h1>



<p class="wp-block-paragraph">O módulo sobre preconceito marcou o retorno do evento no período da tarde, com a mediação do prof. dr. Egídio Lima Dórea, organizador do simpósio e coordenador da USP Aberta à Terceira Idade. O prof. dr. Jorge Felix, do&nbsp;Centro de Estudos da Economia da Longevidade, abordou a tradução do termo “ageism”, criado pelo psiquiatra americano Robert Butler, em 1968. Felix defende que o mais adequado seria adotarmos como “idosismo”, e não “ageísmo” como é utilizado hoje. O termo atual, segundo ele, retira a ênfase da pessoa idosa, nega a velhice, não caracteriza a estigmatização e fragiliza o sujeito político na esfera pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consultora organizacional psicodramatista, Izabela Toledo, da FESA Group, trouxe o exemplo de seu avô Celso Falabella de Figueiredo Castro, que faleceu aos 103 anos, e foi lúcido até os cem, para tratar o preconceito no mercado de trabalho. Contando a história do avô, ela destacou as competências que ele tinha e hoje são exigidas pelo mercado: adaptabilidade e resiliência, curiosidade pela vida e aprendizagem, coragem para experimentar e mudar, e relacionamento, sentido de pertencer. Para ela, é preciso vencer os nossos próprios preconceitos, vencer a dificuldade de lidar com o desconhecido, e encarar o novo como uma possibilidade de aprender algo diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O preconceito nas instituições de saúde foi destacado pela profa. dra. Ana Cláudia Bonilha, doutoranda em Saúde Coletiva. De acordo com ela, é preciso ajustar o modelo de atendimento ao idoso, rever valores e crenças que causam a discriminação etária e formar profissionais capacitados. Ana Cláudia usou o termo “gerontofobia sanitária” para a aversão do idoso no campo da saúde, que resulta na generalização de dores, uma investigação pouco minuciosa dos sintomas e o preconceito em diagnosticar doenças sexualmente transmissíveis. &nbsp;</p>



<h1 class="wp-block-heading" style="font-size:50px"><strong>Bem-estar</strong></h1>



<p class="wp-block-paragraph">Dórea também foi moderador do módulo inicialmente chamado de Saúde Mental, mas renomeado por ele de Bem-estar. A profa. dra. Vera Brandão, da PUC-SP, abordou o envelhecimento como o processo da vida; longevidade, a perspectiva de uma vida mais longa, o longeviver; espiritualidade, como sentido de vida, a capacidade de dialogar com o eu profundo e entrar em harmonia com os apelos que vêm da interioridade, citando o padre Léo Pessini, e religiosidade, termo para as religiões instituídas, como cristianismo e judaísmo. Vera destacou que é preciso respeitar o poder das crenças e utilizá-las para acelerar a cura e a recuperação de idosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rui Afonso, do Grupo de Bem-Estar e Práticas Contemplativas do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, abordou meditação, qualidade de vida e estresse. Segundo ele, um novo estilo de vida, atividade física e alimentação pode retirar a pessoa do envelhecimento mal sucedido, assim como o estresse pode causar ou agravar a maior parte das doenças e são muitos os estímulos que “agridem o organismo”, como trânsito e excesso de trabalho. Ele ressaltou os aspectos positivos da atenção sustentada na prática contemplativa, quando a pessoa se concentra e relaxa a lógica, ou seja, não analisa, não julga e não cria expectativas.</p>



<h1 class="wp-block-heading" style="font-size:50px"><strong>Exemplos</strong></h1>



<p class="wp-block-paragraph">E para o encerramento, o tema “Envelhecimento e Propósito”, contou com a participação do ex-presidente&nbsp;Fernando Henrique Cardoso&nbsp;e de&nbsp;José Gregori&nbsp;(clique para assistir trechos da palestra). “São as coisas realmente importantes que ficam, elas é que dão saudade. Então de repente você vê que o sorriso que uma criança deu num determinado momento é uma coisa insubstituível, e que a recordação desse momento faz você esquecer o que você acabou de ver e ouvir no Jornal Nacional”, disse Gregori. Para ele, o momento é de requalificar, redimensionar, repensar as coisas, e perceber que ao que se dedicou, os Direitos Humanos, valeu a pena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o ex-presidente, a vida é feita de acasos, acasos que o levaram a Presidência após realizar seu sonho de ser professor na USP e em outras instituições. Ele destacou a importância de dar sentido a vida, viver a plenitude de cada momento, manter uma jovialidade espiritual, a capacidade de entender o que está mudando, diante das enormes &nbsp;transformações do mundo, e em vez de pensar no que passou, ficar aspirando o que vai acontecer, o que pode ser feito e fazer com satisfação. (Katia Brito)</p>



<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: https://novamaturidade.com.br/2019/05/17/simposio-aborda-desafios-do-envelhecimento-ativo/</pre>
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