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	<title>Arquivo de politicadeenvelhecimento - Olhe</title>
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	<description>Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento</description>
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	<title>Arquivo de politicadeenvelhecimento - Olhe</title>
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		<title>Política Nacional do Idoso</title>
		<link>https://olhe.org.br/politica-nacional-do-idoso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 14:12:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se o arquivo não abrir automaticamente, clique aqui para visualizá-lo</p>
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		<title>Gestão das velhices: Políticas públicas</title>
		<link>https://olhe.org.br/gestao-das-velhices-e-politicas-publicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 19:45:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>GESTÃO DAS VELHICES &#8211; POLÍTICAS PÚBLICAS E SERVIÇOS PARA PESSOAS IDOSAS Políticas públicas são necessárias para um país, como o Brasil, que avança no índice de população idosa. Dentre as necessidades de um gestor está o conhecimento das políticas públicas voltadas ao envelhecimento. Diferenciando as políticas A Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, a abrangência e seu público, tais como: centro-dia, casa, instituição de longa permanência para idosos entre outros. O curso oferece condições aos profissionais para conhecerem os principais serviços da política de assistência social e os capacitam a refletir sobre as modalidades de atendimento ao público idoso, implantação, acompanhamento e avaliação dos serviços. OBJETIVO Oferecer aos profissionais conhecimento histórico sobre proteção social, dar condições de refletirem sobre a eficácia e de avaliarem os serviços para pessoas idosas. CARGA HORÁRIA   24 horas PÚBLICO ALVO Estudantes e profissionais que trabalham com envelhecimento, e que tenham interesse na gestão de políticas públicas voltadas a pessoas idosas. TENHO INTERESSE</p>
<p>O conteúdo <a href="https://olhe.org.br/gestao-das-velhices-e-politicas-publicas/">Gestão das velhices: Políticas públicas</a> aparece primeiro em <a href="https://olhe.org.br">Olhe</a>.</p>
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		<p>O conteúdo <a href="https://olhe.org.br/gestao-das-velhices-e-politicas-publicas/">Gestão das velhices: Políticas públicas</a> aparece primeiro em <a href="https://olhe.org.br">Olhe</a>.</p>
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		<title>FOLHA DE SPAULO</title>
		<link>https://olhe.org.br/mulher-idosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2020 01:38:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Precisamos de mais mulheres idosas nos cargos públicos Desigualdade de gênero impacta também o envelhecimento Para ler a matéria na integra visite o link abaixo https://www1.folha.uol.com.br/folha-100-anos/2020/11/precisamos-de-mais-mulheres-idosas-nos-cargos-publicos.shtml Fonte: Folha de S Paulo</p>
<p>O conteúdo <a href="https://olhe.org.br/mulher-idosa/">FOLHA DE SPAULO</a> aparece primeiro em <a href="https://olhe.org.br">Olhe</a>.</p>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Precisamos de mais mulheres idosas nos cargos públicos</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Desigualdade de gênero impacta também o envelhecimento</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<span id="more-646"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Para ler a matéria na integra visite o link abaixo </p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-100-anos/2020/11/precisamos-de-mais-mulheres-idosas-nos-cargos-publicos.shtm">https://www1.folha.uol.com.br/folha-100-anos/2020/11/precisamos-de-mais-mulheres-idosas-nos-cargos-publicos.shtm</a>l</p>



<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: Folha de S Paulo</pre>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O conteúdo <a href="https://olhe.org.br/mulher-idosa/">FOLHA DE SPAULO</a> aparece primeiro em <a href="https://olhe.org.br">Olhe</a>.</p>
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		<item>
		<title>CASA DE MÃE</title>
		<link>https://olhe.org.br/envelhecer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2020 20:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[populacaoidosa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Envelhecer é uma conquista No Dia Internacional do Idoso, é preciso ressaltar necessidade de políticas públicas e celebrar a longevidade. Há grandes avanços nas políticas públicas de proteção social ao idoso no Brasil. Tais avanços foram definidos na Constituição de 1988, que ofereceu aos cidadãos regras e princípios até então distantes da maioria absoluta da população. São exemplos destas conquistas, aquelas que estão referidas nas políticas de seguridade social, ou seja, previdência, assistência social e saúde. São políticas estruturantes na defesa das condições de vida de quem mais precisa da presença e proteção do Estado. Entretanto, devido às questões de desigualdade social e econômica predominante no cenário nacional, nem todos os brasileiros são contemplados nas suas necessidades integrais e muitos ainda vivem na precariedade e exclusão social. O Brasil, através dos seus municípios, tem um marco legal bem avançado para atender e proteger a população idosa, mas na prática, age como se fosse ainda um país jovem. É um país que ainda não se comprometeu com a demanda deste segmento etário. Eis aí um desafio. O país precisa se preparar hoje para responder as necessidades da população idosa que já é presente, como também se preparar adequadamente para receber a que está envelhecendo e que terá um impacto muito grande na vida social, sobretudo na política de cuidados de média, curta e longa duração. O Sistema de Garantia de Direitos, composto pelo conjunto de políticas públicas e sociais, incluindo, por exemplo, o SUS – Sistema Único de Saúde; e o SUAS – Sistema Único de Assistência Social é o instrumento do Estado para garantir direitos. Só que vivemos num Estado de desproteção social na medida em que o Estado brasileiro não garante aos cidadãos idosos o acesso gratuito e universal às políticas já consolidadas no sistema, que deveriam proteger os cidadãos mais vulneráveis. Ou seja, as proteções sociais não estão dando conta de atender a população idosa. Preocupa-nos transformar a conquista da longevidade em problema social, como tem sido evidenciado no discurso de economistas e gestores públicos. Temos muitos desafios a serem vencidos quando pensamos em políticas públicas e sociais para a população que envelhece. O modelo público de política pública ainda se fundamenta no familismo. Tais práticas se expressam principalmente na política de assistência social e se caracteriza na família como pilar central, como foco principal da ação, tomando-a como espaço privilegiado de proteção dos seus membros, independente do seu modelo. Ao Estado, cabe intervir somente quando a família falha. Além de dar a família o principal papel de cuidar da pessoa idosa, o modelo familista reforça a desigualdade de gênero, à medida que sobrecarrega a responsabilidade da mulher na proteção da sua família, sem o devido amparo do Estado. O futuro do Brasil é a velhice! E o que o Brasil precisa é de políticas públicas para atender seus cidadãos idosos. Se tivéssemos no território nacional, a partir dos entes federados, União, Estados, Distrito Federal e dos 5.570 municípios a efetiva implantação do que já está previsto no marco legal, incluído o Estatuto do Idoso, já seria um grande avanço. Precisamos sim, de políticas de Estado para as pessoas idosas e não políticas de governo que podem se equivocar, inclusive quanto a autonomia das pessoas idosas, que podem desejar morar ou não como suas famílias. Por um Brasil que reconheça a velhice como conquista social da humanidade. Envelhecer com dignidade, direito humano fundamental. *Marília Viana Berzins é doutora em Saúde Pública, mestre em Gerontologia Social e presidente do&#160;OLHE. Fonte: http://www.casademae.blog.br/tag/marilia-berzins/</p>
<p>O conteúdo <a href="https://olhe.org.br/envelhecer/">CASA DE MÃE</a> aparece primeiro em <a href="https://olhe.org.br">Olhe</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Envelhecer é uma conquista</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Dia Internacional do Idoso, é preciso ressaltar necessidade de políticas públicas e celebrar a longevidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Há grandes avanços nas políticas públicas de proteção social ao idoso no Brasil.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<span id="more-608"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Tais avanços foram definidos na Constituição de 1988, que ofereceu aos cidadãos regras e princípios até então distantes da maioria absoluta da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São exemplos destas conquistas, aquelas que estão referidas nas políticas de seguridade social, ou seja, previdência, assistência social e saúde. São políticas estruturantes na defesa das condições de vida de quem mais precisa da presença e proteção do Estado. Entretanto, devido às questões de desigualdade social e econômica predominante no cenário nacional, nem todos os brasileiros são contemplados nas suas necessidades integrais e muitos ainda vivem na precariedade e exclusão social.</p>



<h3 class="has-text-align-center has-background has-huge-font-size wp-block-heading" style="background-color:#e9e9e9">O Brasil, através dos seus municípios, tem um marco legal bem avançado para atender e proteger a população idosa, mas na prática, age como se fosse ainda um país jovem. É um país que ainda não se comprometeu com a demanda deste segmento etário.</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Eis aí um desafio. O país precisa se preparar hoje para responder as necessidades da população idosa que já é presente, como também se preparar adequadamente para receber a que está envelhecendo e que terá um impacto muito grande na vida social, sobretudo na política de cuidados de média, curta e longa duração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Sistema de Garantia de Direitos, composto pelo conjunto de políticas públicas e sociais, incluindo, por exemplo, o SUS – Sistema Único de Saúde; e o SUAS – Sistema Único de Assistência Social é o instrumento do Estado para garantir direitos. Só que vivemos num Estado de desproteção social na medida em que o Estado brasileiro não garante aos cidadãos idosos o acesso gratuito e universal às políticas já consolidadas no sistema, que deveriam proteger os cidadãos mais vulneráveis. Ou seja, as proteções sociais não estão dando conta de atender a população idosa. Preocupa-nos transformar a conquista da longevidade em problema social, como tem sido evidenciado no discurso de economistas e gestores públicos.</p>



<h2 class="has-text-align-center has-background has-huge-font-size wp-block-heading" style="background-color:#e9e9e9">Temos muitos desafios a serem vencidos quando pensamos em políticas públicas e sociais para a população que envelhece. O modelo público de política pública ainda se fundamenta no familismo.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tais práticas se expressam principalmente na política de assistência social e se caracteriza na família como pilar central, como foco principal da ação, tomando-a como espaço privilegiado de proteção dos seus membros, independente do seu modelo. Ao Estado, cabe intervir somente quando a família falha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de dar a família o principal papel de cuidar da pessoa idosa, o modelo familista reforça a desigualdade de gênero, à medida que sobrecarrega a responsabilidade da mulher na proteção da sua família, sem o devido amparo do Estado.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h1 class="has-text-align-center has-text-color has-huge-font-size wp-block-heading" style="color:#5aa5e0">O futuro do Brasil é a velhice! E o que o Brasil precisa é de políticas públicas para atender seus cidadãos idosos.</h1>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Se tivéssemos no território nacional, a partir dos entes federados, União, Estados, Distrito Federal e dos 5.570 municípios a efetiva implantação do que já está previsto no marco legal, incluído o Estatuto do Idoso, já seria um grande avanço. Precisamos sim, de políticas de Estado para as pessoas idosas e não políticas de governo que podem se equivocar, inclusive quanto a autonomia das pessoas idosas, que podem desejar morar ou não como suas famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por um Brasil que reconheça a velhice como conquista social da humanidade. Envelhecer com dignidade, direito humano fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>*Marília Viana Berzins é doutora em Saúde Pública, mestre em Gerontologia Social e presidente do&nbsp;<a href="http://olhe.org.br/">OLHE</a>.</em></strong></p>



<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: <a href="http://www.casademae.blog.br/tag/marilia-berzins/">http://www.casademae.blog.br/tag/marilia-berzins/</a></pre>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>PORTAL DO ENVELHECIMENTO</title>
		<link>https://olhe.org.br/entrevista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 May 2014 00:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[geriatriaegerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[idosos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nova presidente do OLHE, recém-eleita – 27 de agosto –, tem em Vinicius de Moraes um de seus poetas preferidos, e de sua poesia escolhe: “A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”. Sua vida, nestes 55 anos, parece que se baseou, toda ela, no que escreveu e cantou o famoso “poetinha”. Entrevista: Marília Berzins Guilherme Salgado Rocha / Fotos: Alessandra Anselmi Pois foi assim que houve encontros com a cidade de São Paulo, com o trabalho no Centro de Controle de Zoonoses, assim com o envelhecimento. E com o marido Reinaldo, uma história de amor dessas de filme romântico. Com o programa Cuidar é Viver, do OLHE, e agora o “encontro” com a presidência da instituição, da qual é membro-fundadora. “Tarefa difícil, mas perfeitamente capaz de ser enfrentada com apoio amplo e irrestrito”, ressalta. O que certamente não faltará. Marília foi entrevistada na tarde de segunda-feira, 23 de setembro, em sua agradável casa, na Zona Norte de São Paulo, cercada de verde e harmonia. Uma conversa tranquila, serena, “interrompida” apenas pela Graça, que trabalha com Marília há 16 anos, e que lhe dá suporte para tantas e múltiplas atividades. Ah, além do gato Godot, que vez ou outra nos espreitava, mas sem perturbar… Portal – Boa tarde, Marília. Na verdade, boa tarde, Marília Anselmo Viana da Silva Berzins… Marília –&#160;Bem-vindos. O nome é extenso. Sou filha de Francisco Anselmo da Silva e de Ilda Viana da Silva, que já faleceram. Ele há 21 anos, e minha mãe há oito. Tenho cinco irmãos, comigo seis. Cinco moram em São Paulo, e apenas um está longe, mora em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Nasci em Belo Horizonte, mas a família veio para cá há muitos anos, em 1974, por isso sou muito mais paulista e paulistana do que mineira. Portal – E o marido? Marília –&#160;Sim, fundamental. Sou casada há 20 anos com Reinaldo Berzins, economiário, muitos anos funcionário da Caixa Econômica Federal, trabalha com tecnologia da informação. Não temos filhos, nunca tive muito forte em mim essa veia de ser mãe. Sou assistente social, me formei em 1983, sou especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, mestre em Gerontologia Social pela PUC-SP, e doutora em Saúde Pública pela USP. Portal – Você dizia que com o Reinaldo houve um desses encontros, dos quais falava Vinicius? Marília –&#160;História de amor. Fomos namorados na juventude, até meus 20 anos mais ou menos. Aí nos separamos, cada um foi viver sua vida. Exatamente 15 anos depois nos reencontramos e percebemos que era amor mesmo, que nada tinha se perdido com o tempo. Voltamos a namorar e nos casamos. E isso já faz 20 anos… Portal – Falemos um pouco do seu percurso na área do envelhecimento. Marília –&#160;Claro. Sempre digo que o envelhecimento me escolheu, ou seja, outro grande encontro em minha vida. Isso começou quando o Maluf foi eleito prefeito de São Paulo e, em uma iniciativa autoritária e descabida, implantou o famigerado PAS na cidade. Eu trabalhava na Secretaria Municipal de Saúde, no Hospital João XXIII, carinhosamente chamado de “Joãozinho”, rebatizado como Ignácio de Proença Gouveia, na Mooca. De um dia para o outro fui transferida para o Centro de Controle de Zoonoses do município, que fica na rua Santa Eulália, 86, na Zona Norte. O Maluf, querendo bagunçar o meu coreto, me colocou diante do tema que passou a ser o grande norteador da minha vida profissional e da minha vida pessoal, sem dúvida, pois é impossível lidar e tratar o envelhecimento sem uma dose imensa de amor. Um amor sempre recíproco, que segue de nós para os idosos e, muito mais, deles para nós. Na verdade, o que o envelhecimento tem me ensinado é que quando falamos da velhice do outro, estamos falando na nossa própria velhice. Brinco sempre nas minhas apresentações referindo-me à música do Capital Inicial: “Demorei muito pra te encontrar, agora quero só você… estava cansada de te procurar… agora quero só você”. É mais ou menos isso. Encontrei na temática da velhice a minha satisfação profissional e pessoal. Portal – Nesse momento veio aquele misto de indagação e exclamação sobre o qual você comentava: ‘uma assistente social no controle de zoonoses?! Vou ser assistente social de gatos e cachorros?!’. Marília –&#160;Estávamos em 1996, e quando cheguei ao CCZ não esperava ter a recepção tão carinhosa que tive. Os veterinários e biólogos que lá trabalhavam admitiram, quando comecei a trabalhar, que era grande a expectativa em relação à minha chegada, pois eles enfrentavam, no cotidiano, alguns problemas sérios. O principal deles era encontrar, nas casas, a presença de pessoas, em sua grande maioria idosas, vivendo em companhia de 10, 20, 30 e até 100 gatos ou cachorros, ou até mesmo as duas espécies juntas. Portal – E então…? Marília –&#160;Bem, eu perguntava a elas o porquê de terem tantos bichos e as respostas eram muito semelhantes: “eles são a razão da minha vida; eles são os meus filhos; eles me fazem companhia; bichos são melhores do que gente”. E foi uma lição, pois eu achava que sabia tudo sobre as pessoas e suas relações… E me deixava perplexa ainda intensidade da relação que se estabelecia com todos aqueles animais. Com cada um dos animais havia uma relação singular e permeada de profundo significado. Portal – Foi esse o tema sua dissertação de mestrado. Marília –&#160;“Velhos, cães e gatos: interpretação de uma relação” foi o título. E essa dissertação me levou a percorrer o Brasil falando, expondo, debatendo o tema, que era inédito nas universidades brasileiras. Portal – Pelo curso de Gerontologia da PUC? Marília –&#160;Quando estava imersa no trabalho do CCZ fui procirar a professora Suzana Medeiros, que conhecia somente de nome. E de “bom nome”, por sinal. Estava sendo criado o curso de pós-graduação em Gerontologia. Conversamos e ela me incentivou a levar para a universidade esse tema. Fui da primeira turma de mestrado, a partir de 1997. E ali encontrei a compreensão teórica</p>
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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile is-image-fill"><figure class="wp-block-media-text__media" style="background-image:url(https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/12052014_portalenvelhecimento-1024x466.png);background-position:10% 7.000000000000001%"><img decoding="async" width="1024" height="466" src="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/12052014_portalenvelhecimento-1024x466.png" alt="" class="wp-image-626 size-large" srcset="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/12052014_portalenvelhecimento-1024x466.png 1024w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/12052014_portalenvelhecimento-300x136.png 300w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/12052014_portalenvelhecimento-768x349.png 768w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/12052014_portalenvelhecimento-1536x699.png 1536w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/12052014_portalenvelhecimento.png 1726w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph"><em>A nova presidente do OLHE, recém-eleita – 27 de agosto –, tem em Vinicius de Moraes um de seus poetas preferidos, e de sua poesia escolhe: “A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”. Sua vida, nestes 55 anos, parece que se baseou, toda ela, no que escreveu e cantou o famoso “poetinha”.</em></p>
</div></div>



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<h1 class="wp-block-heading">Entrevista: Marília Berzins</h1>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Guilherme Salgado Rocha / Fotos: Alessandra Anselmi</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pois foi assim que houve encontros com a cidade de São Paulo, com o trabalho no Centro de Controle de Zoonoses, assim com o envelhecimento. E com o marido Reinaldo, uma história de amor dessas de filme romântico. Com o programa Cuidar é Viver, do OLHE, e agora o “encontro” com a presidência da instituição, da qual é membro-fundadora. “Tarefa difícil, mas perfeitamente capaz de ser enfrentada com apoio amplo e irrestrito”, ressalta. O que certamente não faltará. Marília foi entrevistada na tarde de segunda-feira, 23 de setembro, em sua agradável casa, na Zona Norte de São Paulo, cercada de verde e harmonia. Uma conversa tranquila, serena, “interrompida” apenas pela Graça, que trabalha com Marília há 16 anos, e que lhe dá suporte para tantas e múltiplas atividades. Ah, além do gato Godot, que vez ou outra nos espreitava, mas sem perturbar…</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://portaldoenvelhecimento.com/uploads/images/Outubro-2013/entrevista-marilia-berzins-foto-1.JPG" alt="entrevista-marilia-berzins"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – Boa tarde, Marília. Na verdade, boa tarde, Marília Anselmo Viana da Silva Berzins…</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;Bem-vindos. O nome é extenso. Sou filha de Francisco Anselmo da Silva e de Ilda Viana da Silva, que já faleceram. Ele há 21 anos, e minha mãe há oito. Tenho cinco irmãos, comigo seis. Cinco moram em São Paulo, e apenas um está longe, mora em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Nasci em Belo Horizonte, mas a família veio para cá há muitos anos, em 1974, por isso sou muito mais paulista e paulistana do que mineira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – E o marido?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;Sim, fundamental. Sou casada há 20 anos com Reinaldo Berzins, economiário, muitos anos funcionário da Caixa Econômica Federal, trabalha com tecnologia da informação. Não temos filhos, nunca tive muito forte em mim essa veia de ser mãe. Sou assistente social, me formei em 1983, sou especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, mestre em Gerontologia Social pela PUC-SP, e doutora em Saúde Pública pela USP.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://portaldoenvelhecimento.com/uploads/images/Outubro-2013/entrevista-marilia-berzins-foto-2.JPG" alt="entrevista-marilia-berzins"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – Você dizia que com o Reinaldo houve um desses encontros, dos quais falava Vinicius?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;História de amor. Fomos namorados na juventude, até meus 20 anos mais ou menos. Aí nos separamos, cada um foi viver sua vida. Exatamente 15 anos depois nos reencontramos e percebemos que era amor mesmo, que nada tinha se perdido com o tempo. Voltamos a namorar e nos casamos. E isso já faz 20 anos…</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – Falemos um pouco do seu percurso na área do envelhecimento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;Claro. Sempre digo que o envelhecimento me escolheu, ou seja, outro grande encontro em minha vida. Isso começou quando o Maluf foi eleito prefeito de São Paulo e, em uma iniciativa autoritária e descabida, implantou o famigerado PAS na cidade. Eu trabalhava na Secretaria Municipal de Saúde, no Hospital João XXIII, carinhosamente chamado de “Joãozinho”, rebatizado como Ignácio de Proença Gouveia, na Mooca. De um dia para o outro fui transferida para o Centro de Controle de Zoonoses do município, que fica na rua Santa Eulália, 86, na Zona Norte. O Maluf, querendo bagunçar o meu coreto, me colocou diante do tema que passou a ser o grande norteador da minha vida profissional e da minha vida pessoal, sem dúvida, pois é impossível lidar e tratar o envelhecimento sem uma dose imensa de amor. Um amor sempre recíproco, que segue de nós para os idosos e, muito mais, deles para nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, o que o envelhecimento tem me ensinado é que quando falamos da velhice do outro, estamos falando na nossa própria velhice. Brinco sempre nas minhas apresentações referindo-me à música do Capital Inicial: “Demorei muito pra te encontrar, agora quero só você… estava cansada de te procurar… agora quero só você”. É mais ou menos isso. Encontrei na temática da velhice a minha satisfação profissional e pessoal.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://portaldoenvelhecimento.com/uploads/images/Outubro-2013/entrevista-marilia-berzins-foto-3.JPG" alt="entrevista-marilia-berzins"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – Nesse momento veio aquele misto de indagação e exclamação sobre o qual você comentava: ‘uma assistente social no controle de zoonoses?! Vou ser assistente social de gatos e cachorros?!’.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;Estávamos em 1996, e quando cheguei ao CCZ não esperava ter a recepção tão carinhosa que tive. Os veterinários e biólogos que lá trabalhavam admitiram, quando comecei a trabalhar, que era grande a expectativa em relação à minha chegada, pois eles enfrentavam, no cotidiano, alguns problemas sérios. O principal deles era encontrar, nas casas, a presença de pessoas, em sua grande maioria idosas, vivendo em companhia de 10, 20, 30 e até 100 gatos ou cachorros, ou até mesmo as duas espécies juntas.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://portaldoenvelhecimento.com/uploads/images/Outubro-2013/entrevista-marilia-berzins-foto-4.JPG" alt="entrevista-marilia-berzins"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – E então…?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;Bem, eu perguntava a elas o porquê de terem tantos bichos e as respostas eram muito semelhantes: “eles são a razão da minha vida; eles são os meus filhos; eles me fazem companhia; bichos são melhores do que gente”. E foi uma lição, pois eu achava que sabia tudo sobre as pessoas e suas relações…</p>



<p class="wp-block-paragraph">E me deixava perplexa ainda intensidade da relação que se estabelecia com todos aqueles animais. Com cada um dos animais havia uma relação singular e permeada de profundo significado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – Foi esse o tema sua dissertação de mestrado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;“Velhos, cães e gatos: interpretação de uma relação” foi o título. E essa dissertação me levou a percorrer o Brasil falando, expondo, debatendo o tema, que era inédito nas universidades brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – Pelo curso de Gerontologia da PUC?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;Quando estava imersa no trabalho do CCZ fui procirar a professora Suzana Medeiros, que conhecia somente de nome. E de “bom nome”, por sinal. Estava sendo criado o curso de pós-graduação em Gerontologia. Conversamos e ela me incentivou a levar para a universidade esse tema. Fui da primeira turma de mestrado, a partir de 1997. E ali encontrei a compreensão teórica do envelhecimento. Os significados que a pesquisa procurou desvendar são aqueles relativos à identidade de velho e velhice. Interessaram-me não apenas os significados que os próprios velhos atribuem à relação com os animais, mas, principalmente, descobrir significados distintos, ainda não revelados, que os velhos possuem sobre si próprios.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – E continuava no Centro de Zoonoses?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;Fiquei lá até 2001, quando a Marta Suplicy assumiu seu mandato, e fui para o gabinete da Secretaria Municipal da Saúde. E lá a Gerontologia se concretizou mais intensamente na minha vida profissional. Continuei estudando, fiz o doutorado e hoje estou mergulhada na temática do envelhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Gerontologia abriu e continua abrindo várias oportunidades na minha vida profissional. Na Secretaria Municipal da Saúde, por meio do então secretário, Eduardo Jorge, foi implantado o SUS na nossa cidade, e fui convidada para trabalhar na Área Técnica de Saúde da Pessoa Idosa da Secretaria. E ali permaneci até 2012, quando me aposentei do serviço público. Fui trabalhar na área técnica planejando, implantando e acompanhando políticas públicas de saúde para a população idosa da cidade de São Paulo. O Programa Acompanhante de Idosos desenvolvido pela SMS em São Paulo teve a minha participação técnica durante todo o processo de criação, planejamento e execução. E tive contato com o tema da violência contra a pessoa idosa no Projeto Resgate Cidadão. Motivada pelo desconhecimento do tema decidi estudar novamente, e em 2005 fui aprovada pela Faculdade de Saúde Pública da USP para fazer o doutorado, concluído em 2009 com a pesquisa sobre violência institucional contra a pessoa idosa. Meu percurso profissional nos últimos 22 anos se deu e se dá a partir desse encontro com a Gerontologia. Atualmente trabalho como consultora e presto assessoria a diversos municípios e instituições. Dou aula em distintos cursos de Gerontologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – Falemos do OLHE, então. Recém-eleita presidente…</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;Fui eleita no dia 27 de agosto, e sei que estes três anos de mandato serão um grande desafio, sem dúvida. Venho do setor público, completamente diferente do que agora viverei. Se me perguntar quais são os planos imediatos e mediatos, digo que é fazer o OLHE crescer. Temos, não só eu, mas todos os membros do Conselho Gestor, que encarar essa verdadeira missão. Devemos avançar em novos projetos, adensar os já existentes, recuperar os que estão parados. O OLHE já é referência na área do envelhecimento, e há o grande desafio de nos sustentarmos financeiramente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – E isso em uma sociedade que não prioriza o envelhecimento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;Não, não prioriza. Temos o grande evento nacional do Criança Esperança, mas defendo que haja o Velho Esperança. Gosto muito da frase de uma gerontóloga amiga: “O velho é o futuro do Brasil”. Isso é extremamente significativo. Não defendo uma cultura anticriança, o que seria um absurdo, mas luto, com o OLHE, para mostrar que os velhos fazem parte do futuro e do presente do nosso país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – Estamos terminando a entrevista, Marília.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;Opa! Não, ainda não.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – Por quê?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;Você não me perguntou sobre a minha menina dos olhos do OLHE, o Programa Cuidar é Viver. Uma menina dos olhos que está crescendo. É o curso para cuidadores de idosos, e nele me reencontro, nos encontros da vida. Porque esse tempo todo na gestão de políticas públicas impede que o centro do trabalho seja a atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – São duas turmas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong>&nbsp;Duas. Uma em São Bernardo do Campo e outra no Colégio Rocha Marmo, na rua Sena Madureira. Atualmente 80 alunos compõem as duas turmas, com apenas três homens. O programa Cuidar é Viver existe há três anos, já formamos 240 alunos. As mulheres vêm de longe para estudar, de bairros distantes, e todas elas realmente vestem a camisa do OLHE.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portal – Você falava em Paulo Freire.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marília –</strong> No Cuidar é Viver, como assinalei, me reencontro com a minha paixão, que é a atenção, a educação. E uma educação que visa à mudança, pois modificamos a pessoa a fim de o idoso ser beneficiado. E ver o idoso beneficiado, com seus direitos, cuidados e exigências respeitados, é a grande motivação de todos nós que fazemos parte do OLHE. E termino fazendo um convite a todas as pessoas interessadas no tema que entrem em contato, se unam, venham colaborar com essa causa absolutamente essencial em nossos dias.</p>



<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/entrevista-marilia-berzins/</pre>



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