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	<title>Arquivo de Notícias - Olhe</title>
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	<description>Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento</description>
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	<title>Arquivo de Notícias - Olhe</title>
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		<title></title>
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		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Feb 2025 14:29:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Olhe na Mídia</p>
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<h1 class="has-text-align-center has-text-color wp-block-heading" style="color:#404040;font-size:50px">    <strong>Olhe na Mídia</strong></h1>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>BBC News Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jun 2023 15:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[geracaosanduiche]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O peso sobre a &#8216;geração sanduíche&#8217;, que cuida ao mesmo tempo de pais idosos, filhos e netos Mudanças sociais demográficas deixam mais pessoas &#8216;comprimidas&#8217; pelo cuidado multigeracional &#8211; com crianças e idosos ao mesmo tempo Faz dez anos que a paranaense Lady Daiane de Vargas Flores cuida em tempo integral da mãe, que sofre de demência. Dona Maria Joana tem 68 anos e já não fala, não anda nem se alimenta sozinha. “Ela virou um bebê total”, explica Daiane, 39 anos, à BBC News Brasil. A pior fase da doença de dona Maria Joana aconteceu justamente quando Daiane estava, ela própria, prestes a virar mãe — grávida de um menino que hoje tem 7 anos. “Quando você vai ganhar um bebê, quer que a sua mãe esteja ao seu lado. Mas, comigo, o que aconteceu é que virei órfã de mãe e passei a ter uma filha a mais.” Daiane não está sozinha no desafio de cuidar simultaneamente de duas gerações: mudanças demográficas e sociais em curso no mundo inteiro tornam cada vez mais comum que famílias, em especial mulheres, sejam “prensadas”, ao mesmo tempo, pelas demandas tanto de pais idosos que necessitam de cuidado quanto de filhos — ou mesmo netos — que também requerem atenção constante e sustento financeiro. O nome dado a isso, internacionalmente, é o de “geração sanduíche” — que ganha contornos ainda mais complexos no Brasil (veja mais detalhes abaixo na reportagem). Nos Estados Unidos, por exemplo, uma&#160;pesquisa do centro Pew&#160;estimou que quase um em cada quatro adultos americanos potencialmente se encaixa nessa definição — ou seja, tem responsabilidades tanto com pais idosos com mais de 65 anos quanto com filhos menores de idade (ou maiores de 18 anos, mas ainda financeiramente dependentes). A faixa etária mais propensa a ser “ensanduichada” é a dos 40 anos: mais da metade (54%) dos americanos nessa idade tem pais e filhos que possivelmente demandam cuidados ou ajuda financeira. Não há estatísticas precisas sobre o fenômeno no Brasil, segundo especialistas consultados pela reportagem. Dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) do IBGE em 2019 apontam que&#160;54,1 milhões de brasileiros&#160;com 14 anos ou mais cuidavam de outros moradores da sua casa ou de outros parentes — mas não se sabe ao certo quantos cuidam de duas gerações ao mesmo tempo. A despeito disso, a expectativa é de que o fenômeno da “geração sanduíche” se torne mais comum em um futuro próximo, como explicam as pesquisadoras brasileiras Simone Wajnman e Jordana Cristina Jesus em um&#160;estudo sobre o tema&#160;no Brasil. Há uma combinação de motivos por trás desse fenômeno global: como as pessoas estão tendo filhos mais tarde, e seus pais estão vivendo mais, muitas se veem lidando com os cuidados das duas gerações. Ao mesmo tempo, as famílias ficaram menores — e há menos pessoas com as quais dividir essas tarefas. Outro fator importante, segundo as pesquisadoras brasileiras, é que uma parcela significativa dos jovens têm demorado mais para obter sua independência financeira, adiando a saída da casa dos pais. “Acredita-se que eles tenham passado cada vez mais tempo na condição de dependentes, principalmente quando comparados à geração de seus próprios pais”, apontam Wajnman e Jesus. “O cenário gerado por essas mudanças é de uma parcela cada vez maior de adultos comprimidos simultaneamente por demandas de seus filhos e de seus pais, (&#8230;) sendo que as mulheres são as mais propensas a ocupar esse papel.” As estatísticas comprovam essa propensão: segundo o IBGE, as mulheres dedicam, em média, 10,4 horas por semana a mais do que os homens às tarefas domésticas e aos cuidados não remunerados com pessoas. É o caso de Daiane, que desde a morte do pai cuida sozinha de dona Maria Joana. Nem o marido, nem os irmãos dela participam da rotina de cuidados, diz ela. “Aprendi a dar banho nela e faço tudo o que está ao meu alcance. Quando ela ainda falava, até me chamava de mãe. (&#8230;) Eu acho que Deus me deu isso para eu aprender o que é o amor verdadeiro por alguém — porque é uma experiência de amor.” Mas o acúmulo de funções com o filho, com a mãe e com os afazeres domésticos tem cobrado um preço alto da saúde mental de Daiane. Ela conta que já enfrentou períodos de depressão profunda. “Dedico minha vida toda à minha mãe — não viajo, não saio. (&#8230;) E as pessoas me cobram que eu seja mais presente para o meu filho. Não tenho tempo para mim, mas tenho que ter tempo para a casa, para as roupas, para eles.” Avós &#8216;ensanduichadas&#8217; Mas se histórias como a de Daiane são exemplos clássicos da geração sanduíche no mundo, elas provavelmente ainda não representam um exemplo tipicamente brasileiro, diz Simone Wajnman, que é professora da UFMG. No país, assim como no restante da América Latina, o fenômeno tem uma camada adicional de complexidade: segundo os dados levantados pela pesquisadora, a maior parte das mulheres “ensanduichadas” atualmente no Brasil não são apenas mães, mas também avós. A razão principal por trás disso é que, embora cada vez mais brasileiras estejam esperando mais para ter filhos, a idade média em que elas se tornam mães — 27,8 anos — ainda é uma das menores do mundo. Analisando os dados do Censo de 2010, Wajnman identificou que, quando essa mulher chega aos 55 anos, ela terá em média dois netos, nascidos de filhos que têm por volta de 20 a 30 anos. “E ela também tem alta probabilidade de ter mãe e pai vivos e em idade demandante”, explica Wajnman à BBC News Brasil. Na prática, portanto, muitas dessas avós acabam comprimidas pelas demandas de três gerações diferentes de dependentes — e muitas vezes participam intensamente da vida e dos cuidados de todas elas. “É com certeza algo que afeta muito mais as mulheres”, prossegue Wajnman. “Estou falando de avós que têm muito trabalho com seus netos e ao mesmo tempo têm uma mãe ou pai demandante.” E conciliam isso também com o</p>
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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="920" height="787" src="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2023/06/bbc.png" alt="" class="wp-image-3449 size-large" srcset="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2023/06/bbc.png 920w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2023/06/bbc-300x257.png 300w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2023/06/bbc-768x657.png 768w" sizes="(max-width: 920px) 100vw, 920px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<h3 class="wp-block-heading">O peso sobre a &#8216;geração sanduíche&#8217;, que cuida ao mesmo tempo de pais idosos, filhos e netos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mudanças sociais demográficas deixam mais pessoas &#8216;comprimidas&#8217; pelo cuidado multigeracional &#8211; com crianças e idosos ao mesmo tempo</p>
</div></div>



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<p class="wp-block-paragraph">Faz dez anos que a paranaense Lady Daiane de Vargas Flores cuida em tempo integral da mãe, que sofre de demência. Dona Maria Joana tem 68 anos e já não fala, não anda nem se alimenta sozinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ela virou um bebê total”, explica Daiane, 39 anos, à BBC News Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pior fase da doença de dona Maria Joana aconteceu justamente quando Daiane estava, ela própria, prestes a virar mãe — grávida de um menino que hoje tem 7 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando você vai ganhar um bebê, quer que a sua mãe esteja ao seu lado. Mas, comigo, o que aconteceu é que virei órfã de mãe e passei a ter uma filha a mais.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daiane não está sozinha no desafio de cuidar simultaneamente de duas gerações: mudanças demográficas e sociais em curso no mundo inteiro tornam cada vez mais comum que famílias, em especial mulheres, sejam “prensadas”, ao mesmo tempo, pelas demandas tanto de pais idosos que necessitam de cuidado quanto de filhos — ou mesmo netos — que também requerem atenção constante e sustento financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome dado a isso, internacionalmente, é o de “geração sanduíche” — que ganha contornos ainda mais complexos no Brasil (<em>veja mais detalhes abaixo na reportagem</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos Estados Unidos, por exemplo, uma&nbsp;<a href="https://www.pewresearch.org/short-reads/2022/04/08/more-than-half-of-americans-in-their-40s-are-sandwiched-between-an-aging-parent-and-their-own-children/">pesquisa do centro Pew</a>&nbsp;estimou que quase um em cada quatro adultos americanos potencialmente se encaixa nessa definição — ou seja, tem responsabilidades tanto com pais idosos com mais de 65 anos quanto com filhos menores de idade (ou maiores de 18 anos, mas ainda financeiramente dependentes).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A faixa etária mais propensa a ser “ensanduichada” é a dos 40 anos: mais da metade (54%) dos americanos nessa idade tem pais e filhos que possivelmente demandam cuidados ou ajuda financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há estatísticas precisas sobre o fenômeno no Brasil, segundo especialistas consultados pela reportagem. Dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) do IBGE em 2019 apontam que&nbsp;<a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/27877-em-media-mulheres-dedicam-10-4-horas-por-semana-a-mais-que-os-homens-aos-afazeres-domesticos-ou-ao-cuidado-de-pessoas">54,1 milhões de brasileiros</a>&nbsp;com 14 anos ou mais cuidavam de outros moradores da sua casa ou de outros parentes — mas não se sabe ao certo quantos cuidam de duas gerações ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A despeito disso, a expectativa é de que o fenômeno da “geração sanduíche” se torne mais comum em um futuro próximo, como explicam as pesquisadoras brasileiras Simone Wajnman e Jordana Cristina Jesus em um<a href="https://www.academia.edu/52543134/Gera%C3%A7%C3%A3o_sandu%C3%ADche_no_Brasil">&nbsp;estudo sobre o tema</a>&nbsp;no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma combinação de motivos por trás desse fenômeno global: como as pessoas estão tendo filhos mais tarde, e seus pais estão vivendo mais, muitas se veem lidando com os cuidados das duas gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, as famílias ficaram menores — e há menos pessoas com as quais dividir essas tarefas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator importante, segundo as pesquisadoras brasileiras, é que uma parcela significativa dos jovens têm demorado mais para obter sua independência financeira, adiando a saída da casa dos pais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Acredita-se que eles tenham passado cada vez mais tempo na condição de dependentes, principalmente quando comparados à geração de seus próprios pais”, apontam Wajnman e Jesus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O cenário gerado por essas mudanças é de uma parcela cada vez maior de adultos comprimidos simultaneamente por demandas de seus filhos e de seus pais, (&#8230;) sendo que as mulheres são as mais propensas a ocupar esse papel.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estatísticas comprovam essa propensão: segundo o IBGE, as mulheres dedicam, em média, 10,4 horas por semana a mais do que os homens às tarefas domésticas e aos cuidados não remunerados com pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o caso de Daiane, que desde a morte do pai cuida sozinha de dona Maria Joana. Nem o marido, nem os irmãos dela participam da rotina de cuidados, diz ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Aprendi a dar banho nela e faço tudo o que está ao meu alcance. Quando ela ainda falava, até me chamava de mãe. (&#8230;) Eu acho que Deus me deu isso para eu aprender o que é o amor verdadeiro por alguém — porque é uma experiência de amor.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o acúmulo de funções com o filho, com a mãe e com os afazeres domésticos tem cobrado um preço alto da saúde mental de Daiane. Ela conta que já enfrentou períodos de depressão profunda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Dedico minha vida toda à minha mãe — não viajo, não saio. (&#8230;) E as pessoas me cobram que eu seja mais presente para o meu filho. Não tenho tempo para mim, mas tenho que ter tempo para a casa, para as roupas, para eles.”</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Avós-ensanduichadas">Avós &#8216;ensanduichadas&#8217;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mas se histórias como a de Daiane são exemplos clássicos da geração sanduíche no mundo, elas provavelmente ainda não representam um exemplo tipicamente brasileiro, diz Simone Wajnman, que é professora da UFMG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No país, assim como no restante da América Latina, o fenômeno tem uma camada adicional de complexidade: segundo os dados levantados pela pesquisadora, a maior parte das mulheres “ensanduichadas” atualmente no Brasil não são apenas mães, mas também avós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A razão principal por trás disso é que, embora cada vez mais brasileiras estejam esperando mais para ter filhos, a idade média em que elas se tornam mães — 27,8 anos — ainda é uma das menores do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analisando os dados do Censo de 2010, Wajnman identificou que, quando essa mulher chega aos 55 anos, ela terá em média dois netos, nascidos de filhos que têm por volta de 20 a 30 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“E ela também tem alta probabilidade de ter mãe e pai vivos e em idade demandante”, explica Wajnman à BBC News Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, portanto, muitas dessas avós acabam comprimidas pelas demandas de três gerações diferentes de dependentes — e muitas vezes participam intensamente da vida e dos cuidados de todas elas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É com certeza algo que afeta muito mais as mulheres”, prossegue Wajnman. “Estou falando de avós que têm muito trabalho com seus netos e ao mesmo tempo têm uma mãe ou pai demandante.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">E conciliam isso também com o sustento da família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A paulista Raquel Soares Alexandre, 58 anos, diz que está há três anos sem “vida própria” — desde que seu pai teve um AVC (acidente vascular cerebral) e perdeu os movimentos do lado direito do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ele não anda e não fala, então depende de mim para tomar remédio, ir nas consultas médicas, tudo”, diz ela à reportagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Raquel também cria as duas netas adolescentes (de 13 e 17 anos) e trabalha em tempo integral como agente de apoio na Fundação Casa, na cidade de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Meu pai fica com uma das minhas netas pela manhã e com a outra à tarde. Quando eu chego do trabalho, ainda tenho que cuidar da alimentação. Vou dormir às 23h. E no meus dias de folga, tenho que cuidar da casa, lavar as roupas”, ela desabafa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Então &#8216;puxado&#8217; é pouco. Eu choro muito, me desespero, mas daí você olha para o lado e vê pessoas em situação ainda pior e segue em frente. (&#8230;) Antes de o meu pai ficar doente, eu conseguia tirar férias na praia. Hoje, se saio por poucos dias já é um transtorno, porque preciso pagar alguém para cuidar dele e não consigo me desligar.”</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="O-peso-do-cuidado">O peso do cuidado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que a convivência multigeracional também pode trazer ganhos, desde aproximar a família e até permitir que mães consigam se manter no mercado enquanto as avós ajudam com as crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a pressão emocional e econômica sobre esse grupo demográfico é grande, e tende a continuar crescendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma&nbsp;<a href="https://medicine.umich.edu/dept/psychiatry/news/archive/202212/%E2%80%9Csandwich-generation%E2%80%9D-study-shows-challenges-caring-both-kids-aging-parents#">pesquisa recente da Universidade de Michigan, nos EUA,&nbsp;</a>publicada no Journal of the American Geriatrics Society aponta que, entre mais de mil entrevistados da “geração sanduíche” nos EUA, 36% deles passavam por dificuldades financeiras — o dobro do índice reportado entre pessoas que cuidavam apenas de um pai idoso, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também chamou a atenção o alto índice (44%) de dificuldades emocionais entre os ensanduichados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Formuladores de políticas públicas e empregadores deverão prestar atenção especial aos indivíduos nesse ‘trilema’ de cuidar de duas gerações e, ao mesmo tempo, continuar sendo parte da força de trabalho”, escreveu Donovan Maust, um dos autores do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Associação Americana de Psicologia (APA) afirma que “ser cuidador multigeracional tem demonstrado impacto negativo na saúde e no comportamento, ao reduzir os níveis de exercício (dos cuidadores), aumentar sua frequência de consumo de cigarros e elevar seu risco de depressão”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Cuidar dos netos é um trabalho extra para avós que muitas vezes também são cuidadoras dos seus maridos. Estamos falando de mulheres que muitas vezes não puderam escolher”, diz à BBC News Brasil a assistente social Marilia Berzins, do Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (Olhe) no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Berzins diz que chegou a promover cursos e rodas de conversa para ajudar as cuidadoras multigeracionais, mas elas simplesmente não tinham tempo livre para comparecer. Sem apoio, acabam aprendendo a cuidar de idosos na prática, por conta própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É um trabalho precarizado e pesado. Hoje, a principal provedora de cuidados é a própria família”, prossegue Berzins.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela defende que políticas públicas, como centros de cuidados diurnos ou noturnos para idosos e a formalização da profissão de cuidador, poderiam ajudar a aliviar a carga emocional, social e financeira sobre esses grupos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A pergunta é: quem cuida de quem cuida? Por isso, precisamos que o cuidado passe a ser uma política do Estado, e não só da família.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: BBC News Brasil - https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g7ppnwn0zo</pre>



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		<title>Desafios do Cuidar</title>
		<link>https://olhe.org.br/desafios-do-cuidar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2021 14:19:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[saudeemocional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma questão de gênero As professoras Helena, Nádya e Yeda vão promover um super encontro para discutir a questão do gênero no cuidado. Dia 09/02 às 16h00. Fonte: https://www.facebook.com/642052855831235/videos/170416674595455</p>
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<h3 class="wp-block-heading">Uma questão de gênero</h3>



<p class="wp-block-paragraph">As professoras Helena, Nádya e Yeda vão promover um super encontro para discutir a questão do gênero no cuidado. Dia 09/02 às 16h00.</p>
</div></div>



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<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: https://www.facebook.com/642052855831235/videos/170416674595455</pre>



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		<title>Rádio Brasil Atual</title>
		<link>https://olhe.org.br/radio-brasil-atual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2021 02:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Janeiro branco chama atenção para doenças mentais em idosos durante pandemia Instituições voltadas à saúde mental realizam neste mês a campanha janeiro branco. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para as questões relacionadas à saúde emocional dos brasileiros. E em plena pandemia, a campanha também ressalta a importância de se debater os problemas mentais nos idosos. Reportagem de Danilo Reenlsober Fonte: Rádio Brasil Atual</p>
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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile is-image-fill-element"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="1024" height="640" src="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/brasilatual-1024x640.png" alt="" class="wp-image-677 size-large" style="object-position:50% 50%" srcset="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/brasilatual-1024x640.png 1024w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/brasilatual-300x187.png 300w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/brasilatual-768x480.png 768w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/brasilatual.png 1148w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<h3 class="wp-block-heading">Janeiro branco chama atenção para doenças mentais em idosos durante pandemia</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Instituições voltadas à saúde mental realizam neste mês a campanha janeiro branco. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para as questões relacionadas à saúde emocional dos brasileiros. E em plena pandemia, a campanha também ressalta a importância de se debater os problemas mentais nos idosos. Reportagem de Danilo Reenlsober</p>
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<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: Rádio Brasil Atual</pre>



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		<title>REDE TVT</title>
		<link>https://olhe.org.br/rede-tvt/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2020 00:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[transporteidoso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presente dos paulistas na melhor idade foi de grego. Bruno Covas (PSDB), com apoio do governador do estado, João Dória (PSDB), retirou a gratuidade no transporte público de pessoas com idade entre 60 e 64 anos. Ao mesmo tempo, aumentou o próprio salário. Fonte: REDE TVT</p>
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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile is-image-fill"><figure class="wp-block-media-text__media" style="background-image:url(https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/seujornal-1024x565.png);background-position:50% 50%"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="565" src="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/seujornal-1024x565.png" alt="" class="wp-image-633 size-large" srcset="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/seujornal-1024x565.png 1024w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/seujornal-300x166.png 300w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/seujornal-768x424.png 768w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/seujornal.png 1174w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph">O presente dos paulistas na melhor idade foi de grego. Bruno Covas (PSDB), com apoio do governador do estado, João Dória (PSDB), retirou a gratuidade no transporte público de pessoas com idade entre 60 e 64 anos. Ao mesmo tempo, aumentou o próprio salário.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Covas, prefeito de SP, retira gratuidade de idosos no transporte e aumenta o próprio salário" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/lV6RsMtNxxY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: REDE TVT</pre>



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		<title>FOLHA DE SPAULO</title>
		<link>https://olhe.org.br/mulher-idosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2020 01:38:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cargopublico]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Precisamos de mais mulheres idosas nos cargos públicos Desigualdade de gênero impacta também o envelhecimento Para ler a matéria na integra visite o link abaixo https://www1.folha.uol.com.br/folha-100-anos/2020/11/precisamos-de-mais-mulheres-idosas-nos-cargos-publicos.shtml Fonte: Folha de S Paulo</p>
<p>O conteúdo <a href="https://olhe.org.br/mulher-idosa/">FOLHA DE SPAULO</a> aparece primeiro em <a href="https://olhe.org.br">Olhe</a>.</p>
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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile is-image-fill-element"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="669" height="263" src="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/folhadespaulo.png" alt="" class="wp-image-647 size-large" style="object-position:39% 25%" srcset="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/folhadespaulo.png 669w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/folhadespaulo-300x118.png 300w" sizes="(max-width: 669px) 100vw, 669px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Precisamos de mais mulheres idosas nos cargos públicos</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Desigualdade de gênero impacta também o envelhecimento</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Para ler a matéria na integra visite o link abaixo </p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-100-anos/2020/11/precisamos-de-mais-mulheres-idosas-nos-cargos-publicos.shtm">https://www1.folha.uol.com.br/folha-100-anos/2020/11/precisamos-de-mais-mulheres-idosas-nos-cargos-publicos.shtm</a>l</p>



<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: Folha de S Paulo</pre>



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		<title>SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA</title>
		<link>https://olhe.org.br/sociedade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2020 20:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[geriatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Políticas públicas para um país que envelhece Este é o tema que a Dra. Marília Anselmo Viana Silva Berzins, assistente social, aborda nesse vídeo. É necessário assumir o compromisso para a implantação dessas políticas nos municípios. Assista o vídeo completo no link abaixo: https://www.facebook.com/SBGGSaoPaulo/videos/801345727364440/ Fonte: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - São Paulo </p>
<p>O conteúdo <a href="https://olhe.org.br/sociedade/">SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA</a> aparece primeiro em <a href="https://olhe.org.br">Olhe</a>.</p>
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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile is-image-fill"><figure class="wp-block-media-text__media" style="background-image:url(https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/07102020_sbggfacebook-1024x711.png);background-position:50% 50%"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="711" src="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/07102020_sbggfacebook-1024x711.png" alt="" class="wp-image-617 size-large" srcset="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/07102020_sbggfacebook-1024x711.png 1024w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/07102020_sbggfacebook-300x208.png 300w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/07102020_sbggfacebook-768x533.png 768w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/07102020_sbggfacebook.png 1122w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Políticas públicas para um país que envelhece</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é o tema que a Dra. Marília Anselmo Viana Silva Berzins, assistente social, aborda nesse vídeo. É necessário assumir o compromisso para a implantação dessas políticas nos municípios.</p>
</div></div>



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<p class="wp-block-paragraph">Assista o vídeo completo no link abaixo:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.facebook.com/SBGGSaoPaulo/videos/801345727364440/">https://www.facebook.com/SBGGSaoPaulo/videos/801345727364440/</a></p>



<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - São Paulo 
</pre>



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		<title>CONGRESSO ENVELHECIMENTO ATIVO</title>
		<link>https://olhe.org.br/congresso-municipal-sobre-envelhecimento-ativo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2020 01:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Envelhecimento Ativo]]></category>
		<category><![CDATA[gerontologia]]></category>
		<category><![CDATA[idosos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Projeto Cidade Amiga para Todas as Idades vence premiação O encerramento do&#160;V Congresso Municipal sobre Envelhecimento Ativo, realizado no dia 12 de setembro, foi marcado por muita emoção com a premiação em homenagem a Maria Lucia Lebrão. O Prêmio Científico recebeu o nome da saudosa professora que dedicou sua vida à pesquisa gerontologia e à formação de profissionais em saúde e envelhecimento, com destaque para o&#160;Estudo SABE – Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento, iniciado nos anos 2000. &#160; A homenagem, como mostra a foto principal, foi feita pela profa. dra. Yeda Duarte, que atualmente coordena o Estudo SABE. O evento contou com ainda a presença da irmã da homenageada, Ana Lucia Lebrão. Os trabalhos foram conduzidos por Marília Berzins, mestre em Gerontologia Social e presidente do Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE), que coordenou a comissão científica do Congresso. Na mesa de encerramento, quem recebeu os vencedores foi Fabiana Satiro, que atua na área da gerontologia com ensino e pesquisa e é voluntária na Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). A comissão contou ainda com a Áurea Soares Barroso, mestre em Gerontologia e doutora em Serviço Social; Rachel Katz, coordenadora da área do Serviço Social da Unibes; Jose Carlos Ferrigno, especialista em Gestão de Programas Intergeracionais e consultor de empresas e instituições socioculturais, e Dineia Cardoso,&#160;supervisora do núcleo de lazer da Coordenadoria de Gestão de Políticas Públicas e Programas de Esporte e Lazer da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. Vencedores O primeiro lugar da premiação ficou com o trabalho&#160;São José do Rio Preto – Uma Cidade Amiga Para Todas as Idades, realizado por uma equipe que foi representada por Marília Louvison, mestre e doutora em Saúde Pública, e inclui o prof. Dr. Alexandre Kalache. O trabalho reuniu dados da iniciativa que vem sendo desenvolvida na cidade do interior de São Paulo, desde abril de 2019, coordenada pelo Conselho Municipal do Idoso, em parceria com o Instituto CPFL e o&#160;Centro Internacional de Longevidade&#160;(ILC, sigla em inglês) Brasil. As etapas incluem o envolvimento ativo das pessoas idosas, avaliar as condições que a cidade oferece, desenvolver um plano de ação e como será o monitoramento. A iniciativa une o poder público, a sociedade civil, recursos da comunidade e universidade para trazer evidencias, responder necessidades dos idosos e dar voz a eles no processo de desenvolvimento e monitoramento do plano. O projeto pretende que São José do Rio Preto, assim como ocorreu com Veranópolis (RS) e Jaguariúna (SP), receba o título de Cidade Amiga do Idoso, concedido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os vencedores foram representados no Congresso pela prof. dra. Yeda Duarte. Estudo SABE Silvio Fernando Barbieri e Paulo José Fortes Villas Boas conquistaram o segundo lugar com o trabalho&#160;Fatores associados à satisfação com o local de moradia dos idosos no munícipio de São Paulo – Estudo SABE. O objetivo foi conhecer aspectos de satisfação com bairro de residência do idoso, analisando as respostas de moradia do Estudo SABE 2015. O resultado apresentado por Silvio na premiação mostrou que grupos de idosos têm percepções distintas com relação ao bairro que moram, o que pode ser verificado com base em ferramentas de domínio público, como é o SABE. Dados que são importantes para subsidiar a tomada de decisão e maximizar a distribuição de recursos públicos. Os exemplos indicam que bairros da região Campo Limpo e Vila Prudente não são tão amigos dos idosos, como o Planalto Paulista e Vila Mariana, por exemplo. Mulher e mobilidade O trabalho&#160;Mulher idosa e mobilidade urbana na realidade brasileira – pistas para reflexão, parte da tese de mestrado de Lucila Egydio (foto) com orientação da professora Bibiana Graeff ficou com o terceiro lugar da premiação. A dissertação a partir da revisão de literatura e análise de fala de mulheres do projeto Bairro Amigo do Idoso. Os levantamentos, segundo Lucila, mostram a necessidade de um olhar específico para a mulher idosa, já que as relações de gênero determinam todo o ciclo de vida. São elas que acabam definindo os limites ou possibilidade para evoluir e conquista um envelhecimento mais bem-sucedido. A constatação é que houve avanços, mas ainda há obstáculos à mobilidade, que afetam a decisão de sair ou não de casa e tem consequência sobre a cognição e a saúde de forma geral. Segundo a pesquisadora, é urgente fomentar mais estudos e o planejamento de ações deve ser sensível às especificidades da mulher idosa. Congresso No site do&#160;Congresso, conheça outros trabalhos que concorreram e o conteúdo das palestras que fizeram parte das mesas de debate. O Congresso completo está disponível no&#160;canal do YouTube&#160;do vereador Gilberto Natalini, idealizador do evento. Leia mais sobre o evento no&#160;blog. (Katia Brito) Fonte: https://novamaturidade.com.br/2020/09/18/projeto-cidade-amiga-para-todas-as-idades-vence-premiacao/</p>
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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile is-image-fill-element"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="913" height="362" src="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/novamatu.png" alt="" class="wp-image-660 size-large" style="object-position:50% 19%" srcset="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/novamatu.png 913w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/novamatu-300x119.png 300w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/novamatu-768x305.png 768w" sizes="(max-width: 913px) 100vw, 913px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<h3 class="wp-block-heading">Projeto Cidade Amiga para Todas as Idades vence premiação</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O encerramento do&nbsp;<em>V Congresso Municipal sobre Envelhecimento Ativo</em>, realizado no dia 12 de setembro, foi marcado por muita emoção com a premiação em homenagem a Maria Lucia Lebrão.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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<figure class="wp-block-image is-style-default"><img decoding="async" src="https://cdn.shortpixel.ai/client/to_avif,q_glossy,ret_img,w_1024,h_768/https://novamaturidade.com.br/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-12-at-17.15.45.jpeg" alt="Yeda Duarte - Homenagem Maria Lucia Lebrão"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O Prêmio Científico recebeu o nome da saudosa professora que dedicou sua vida à pesquisa gerontologia e à formação de profissionais em saúde e envelhecimento, com destaque para o&nbsp;Estudo SABE – Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento, iniciado nos anos 2000. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A homenagem, como mostra a foto principal, foi feita pela profa. dra. Yeda Duarte, que atualmente coordena o Estudo SABE. O evento contou com ainda a presença da irmã da homenageada, Ana Lucia Lebrão.</p>



<figure class="wp-block-image is-style-default"><img decoding="async" src="https://cdn.shortpixel.ai/client/to_avif,q_glossy,ret_img,w_330,h_248/https://novamaturidade.com.br/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-12-at-17.15.46.jpeg" alt="Fabiana Satiro, Ana Maria Lebrão e Yeda Duarte - homenagem premiação" class="wp-image-4912"/><figcaption class="wp-element-caption">Ana Maria Lebrão (ao centro) recebeu a homenagem feita à irmã de Fabiana Satiro (à esq.) e Yeda Duarte, acompanhadas virtualmente por Marília Berzins</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os trabalhos foram conduzidos por Marília Berzins, mestre em Gerontologia Social e presidente do Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE), que coordenou a comissão científica do Congresso. Na mesa de encerramento, quem recebeu os vencedores foi Fabiana Satiro, que atua na área da gerontologia com ensino e pesquisa e é voluntária na Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comissão contou ainda com a Áurea Soares Barroso, mestre em Gerontologia e doutora em Serviço Social; Rachel Katz, coordenadora da área do Serviço Social da Unibes; Jose Carlos Ferrigno, especialista em Gestão de Programas Intergeracionais e consultor de empresas e instituições socioculturais, e Dineia Cardoso,&nbsp;supervisora do núcleo de lazer da Coordenadoria de Gestão de Políticas Públicas e Programas de Esporte e Lazer da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Vencedores</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro lugar da premiação ficou com o trabalho&nbsp;<em><strong><a href="https://novamaturidade.com.br/wp-content/uploads/2020/09/1%C2%BA-LUGAR-MARILIA-LOUVISON.pptx">São José do Rio Preto – Uma Cidade Amiga Para Todas as Idades</a></strong></em>, realizado por uma equipe que foi representada por Marília Louvison, mestre e doutora em Saúde Pública, e inclui o prof. Dr. Alexandre Kalache. O trabalho reuniu dados da iniciativa que vem sendo desenvolvida na cidade do interior de São Paulo, desde abril de 2019, coordenada pelo Conselho Municipal do Idoso, em parceria com o Instituto CPFL e o&nbsp;<a href="http://ilcbrazil.org/portugues/">Centro Internacional de Longevidade</a>&nbsp;(ILC, sigla em inglês) Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image is-style-default"><img decoding="async" src="https://cdn.shortpixel.ai/client/to_avif,q_glossy,ret_img,w_447,h_156/https://novamaturidade.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Reuni%C3%A3o-Alexandre-Kalache-proj-%E2%80%9CCidade-para-todas-as-idades%E2%80%9D_1-1140x400-1-1024x359.jpg" alt="São José do Rio Preto Cidade amiga para todas as idades " class="wp-image-4918"/><figcaption class="wp-element-caption">Kalache em reunião do projeto em São José do Rio Preto em março de 2019 (Foto: Ivan Feitosa/SMCS)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As etapas incluem o envolvimento ativo das pessoas idosas, avaliar as condições que a cidade oferece, desenvolver um plano de ação e como será o monitoramento. A iniciativa une o poder público, a sociedade civil, recursos da comunidade e universidade para trazer evidencias, responder necessidades dos idosos e dar voz a eles no processo de desenvolvimento e monitoramento do plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto pretende que São José do Rio Preto, assim como ocorreu com Veranópolis (RS) e Jaguariúna (SP), receba o título de Cidade Amiga do Idoso, concedido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os vencedores foram representados no Congresso pela prof. dra. Yeda Duarte.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Estudo SABE</h3>



<figure class="wp-block-image is-style-default"><img decoding="async" src="https://cdn.shortpixel.ai/client/to_avif,q_glossy,ret_img,w_342,h_257/https://novamaturidade.com.br/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-12-at-17.15.46-1.jpeg" alt="Silvio Barbieri, Ana Maria Lebrão, Yeda Duarte e Fabiana Satiro" class="wp-image-4915"/><figcaption class="wp-element-caption">Silvio Barbieri recebeu a premiação de Ana Maria Lebrão, acompanhada de Yeda Duarte e Fabiana Satiro</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Silvio Fernando Barbieri e Paulo José Fortes Villas Boas conquistaram o segundo lugar com o trabalho&nbsp;<em><strong><a href="https://novamaturidade.com.br/wp-content/uploads/2020/09/2%C2%BA-LUGAR-S%C3%8DLVIO-BARBIERI.pptx">Fatores associados à satisfação com o local de moradia dos idosos no munícipio de São Paulo – Estudo SABE</a></strong></em>. O objetivo foi conhecer aspectos de satisfação com bairro de residência do idoso, analisando as respostas de moradia do Estudo SABE 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado apresentado por Silvio na premiação mostrou que grupos de idosos têm percepções distintas com relação ao bairro que moram, o que pode ser verificado com base em ferramentas de domínio público, como é o SABE. Dados que são importantes para subsidiar a tomada de decisão e maximizar a distribuição de recursos públicos. Os exemplos indicam que bairros da região Campo Limpo e Vila Prudente não são tão amigos dos idosos, como o Planalto Paulista e Vila Mariana, por exemplo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Mulher e mobilidade</h3>



<figure class="wp-block-image is-style-default"><img decoding="async" src="https://cdn.shortpixel.ai/client/to_avif,q_glossy,ret_img,w_247,h_156/https://novamaturidade.com.br/wp-content/uploads/2020/09/2020-09-18-5.png" alt="Lucila Egydio - Mulher idosa e Longevidade" class="wp-image-4917"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho&nbsp;<em><strong><a href="https://novamaturidade.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3%C2%BA-LUGAR-LUCILA-EDYDIO.pptx">Mulher idosa e mobilidade urbana na realidade brasileira – pistas para reflexão</a></strong></em>, parte da tese de mestrado de Lucila Egydio (foto) com orientação da professora Bibiana Graeff ficou com o terceiro lugar da premiação. A dissertação a partir da revisão de literatura e análise de fala de mulheres do projeto Bairro Amigo do Idoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os levantamentos, segundo Lucila, mostram a necessidade de um olhar específico para a mulher idosa, já que as relações de gênero determinam todo o ciclo de vida. São elas que acabam definindo os limites ou possibilidade para evoluir e conquista um envelhecimento mais bem-sucedido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A constatação é que houve avanços, mas ainda há obstáculos à mobilidade, que afetam a decisão de sair ou não de casa e tem consequência sobre a cognição e a saúde de forma geral. Segundo a pesquisadora, é urgente fomentar mais estudos e o planejamento de ações deve ser sensível às especificidades da mulher idosa.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Congresso</h3>



<p class="wp-block-paragraph">No site do&nbsp;<a href="https://www.envelhecimentoativo.net.br/">Congresso</a>, conheça outros trabalhos que concorreram e o conteúdo das palestras que fizeram parte das mesas de debate. O Congresso completo está disponível no&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=CVfoP6-vGMY&amp;t=20193s">canal do YouTube</a>&nbsp;do vereador Gilberto Natalini, idealizador do evento. Leia mais sobre o evento no&nbsp;<a href="https://novamaturidade.com.br/2020/09/15/congresso-sobre-envelhecimento-ativo-apontou-desafios-para-uma-cidade-amigo-do-idoso/">blog</a>. (Katia Brito)</p>



<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: https://novamaturidade.com.br/2020/09/18/projeto-cidade-amiga-para-todas-as-idades-vence-premiacao/</pre>



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		<title>CORREIO BRAZILIENSE</title>
		<link>https://olhe.org.br/correio-braziliense/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2020 01:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[covid19]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pandemia expõe os desafios da longevidade Principal grupo de risco da covid-19, idosos têm demandas que vão desde melhor acesso à saúde preventiva e moradia mais humanizada até o reconhecimento de profissionais relacionados ao seu bem-estar, como os cuidadores O mundo tem mais de 900 milhões de idosos. Em 2050, a previsão é de que o número de pessoas acima dos 60 anos chegue a 2 bilhões, o que corresponderá a 20% da população do planeta. Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) evidenciam a necessidade de encarar os desafios da longevidade, que ficou, ainda, mais urgente com a pandemia do novo coronavírus. ;Uma transformação demográfica dessa magnitude requer muitas transformações sociais, políticas e culturais;, alerta Rosita Kornfeld Matte, professora de gerontologia da PUC de Santiago, no Chile. O relatório O impacto da covid-19 nas pessoas idosas;, publicado em maio pela Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que 80% dos mortos pelo novo coronavírus na China foram pessoas com 60 anos ou mais; na Itália, 83%. Até 16 de junho, segundo o Ministério da Saúde, 72,9% dos mortos no país são idosos. Grupo de risco da doença, os mais velhos não precisam de atenção apenas em uma situação de crise sanitária. As demandas passam por acesso à saúde preventiva, garantia de direitos, lugares mais humanizados e políticas públicas que entendam as reais necessidades da faixa etária.Entre as mudanças necessárias, a presidente e fundadora da Fundação Pilares da Espanha, Pilar Rodríguez, também gerontologista e especialista em serviços sociais, chama a atenção para os locais que acolhem essa população. ;Nas pesquisas que fazemos, os idosos dizem que não querem morar em locais de acolhimento com aparência de hospitais. Eles preferem locais de tamanho pequeno, próximos a centros comunitários e que sejam, o mais parecido possível, com uma casa possível;, descreve. Hoje, há uma série de modelos que atendem aos anseios dos mais velhos, como apartamentos comunitários, residências compartilhadas entre os próprios idosos e residências colaborativas. No sentido contrário, investem-se recursos de maneira mais notória em alojamentos, que estão entre o que menos desejam as pessoas idosas, segundo Pilar. ;O maior investimento deveria ser em atenção domiciliar, programas de apoio às famílias, programas comunitários, intervenções e planos de habitação, para que muitas dessas pessoas possam permanecer nas suas casas;, recomenda. Invisíveis A tarefa passa pela valorização de uma profissão pouco reconhecida, mas extremamente utilizada: a dos cuidadores. Dos 500 mil domicílios brasileiros, 8% têm idosos que enfrentam dificuldade nas atividades diárias e que, portanto, precisam de ajuda. Destes, 28% recorrem à ajuda dos cuidadores, segundo pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Marília Berzins, do Observatório do Idoso, em São Paulo, alerta para a necessidade de políticas públicas que garantam o suporte econômico da profissão. ;Essa é uma lacuna muito grande no cenário nacional. Não temos uma política que inclua o cuidador do idoso;, critica a doutora em saúde pública e especialista em gerontologia. Vale ressaltar que essa é uma atividade com perfil muito bem-definido. ;No Brasil, o cenário de cuidadores de idosos é composto por mulheres pobres, sem escolaridade, sem direitos formais;, descreve Berzins. Durante a pandemia, essas cuidadoras continuaram trabalhando, mesmo com alto grau de vulnerabilidade à transmissão do vírus. Para Rosita Kornfeld Matte, que foi relatora das Nações Unidas para Direitos das Pessoas Idosas por seis anos, avanços significativos no assunto velhice começam pelos direitos humanos. ;Primeiro tem de se atentar à heterogeneidade do envelhecimento, o que jamais se olhou;, argumenta. O segundo ponto é entender que o assunto abarca todo o conjunto de direitos humanos: econômicos, sociais, culturais, sanitários e, também, os direitos civis e políticos. ;O enfoque assistencialista deve mudar muito fortemente para um enfoque de direitos;, ressalta Matte. A professora defende a criação de um instrumento jurídico internacional para que a promoção dos direitos e da integridade das pessoas idosas tenham consequências práticas. ;Esse instrumento tem importância especial para as pessoas idosas em situação de emergência, de vulnerabilidade;, acrescenta. Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2020/08/02/interna-brasil,877661/pandemia-expoe-os-desafios-da-longevidade.shtml</p>
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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile is-image-fill"><figure class="wp-block-media-text__media" style="background-image:url(https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/corriobraziliense-1024x404.png);background-position:22% 19%"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="404" src="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/corriobraziliense-1024x404.png" alt="" class="wp-image-650 size-large" srcset="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/corriobraziliense-1024x404.png 1024w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/corriobraziliense-300x118.png 300w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/corriobraziliense-768x303.png 768w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/corriobraziliense.png 1287w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<h3 class="wp-block-heading">Pandemia expõe os desafios da longevidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Principal grupo de risco da covid-19, idosos têm demandas que vão desde melhor acesso à saúde preventiva e moradia mais humanizada até o reconhecimento de profissionais relacionados ao seu bem-estar, como os cuidadores</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<span id="more-649"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo tem mais de 900 milhões de idosos. Em 2050, a previsão é de que o número de pessoas acima dos 60 anos chegue a 2 bilhões, o que corresponderá a 20% da população do planeta. Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) evidenciam a necessidade de encarar os desafios da longevidade, que ficou, ainda, mais urgente com a pandemia do novo coronavírus. ;Uma transformação demográfica dessa magnitude requer muitas transformações sociais, políticas e culturais;, alerta Rosita Kornfeld Matte, professora de gerontologia da PUC de Santiago, no Chile.</p>



<h1 class="wp-block-heading">O relatório</h1>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto da covid-19 nas pessoas idosas;, publicado em maio pela Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que 80% dos mortos pelo novo coronavírus na China foram pessoas com 60 anos ou mais; na Itália, 83%. Até 16 de junho, segundo o Ministério da Saúde, 72,9% dos mortos no país são idosos.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Grupo de risco da doença, os mais velhos não precisam de atenção apenas em uma situação de crise sanitária. As demandas passam por acesso à saúde preventiva, garantia de direitos, lugares mais humanizados e políticas públicas que entendam as reais necessidades da faixa etária.<br>Entre as mudanças necessárias, a presidente e fundadora da Fundação Pilares da Espanha, Pilar Rodríguez, também gerontologista e especialista em serviços sociais, chama a atenção para os locais que acolhem essa população. ;Nas pesquisas que fazemos, os idosos dizem que não querem morar em locais de acolhimento com aparência de hospitais. Eles preferem locais de tamanho pequeno, próximos a centros comunitários e que sejam, o mais parecido possível, com uma casa possível;, descreve.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Hoje, há uma série de modelos que atendem aos anseios dos mais velhos, como apartamentos comunitários, residências compartilhadas entre os próprios idosos e residências colaborativas. No sentido contrário, investem-se recursos de maneira mais notória em alojamentos, que estão entre o que menos desejam as pessoas idosas, segundo Pilar. ;O maior investimento deveria ser em atenção domiciliar, programas de apoio às famílias, programas comunitários, intervenções e planos de habitação, para que muitas dessas pessoas possam permanecer nas suas casas;, recomenda.</p>



<h1 class="wp-block-heading"><strong>Invisíveis</strong></h1>



<p class="wp-block-paragraph">A tarefa passa pela valorização de uma profissão pouco reconhecida, mas extremamente utilizada: a dos cuidadores. </p>



<h4 class="has-background has-large-font-size wp-block-heading" style="background-color:#e9e9e9">Dos 500 mil domicílios brasileiros, 8% têm idosos que enfrentam dificuldade nas atividades diárias e que, portanto, precisam de ajuda. Destes, 28% recorrem à ajuda dos cuidadores, segundo pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Marília Berzins, do Observatório do Idoso, em São Paulo, alerta para a necessidade de políticas públicas que garantam o suporte econômico da profissão.</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><br>;Essa é uma lacuna muito grande no cenário nacional. Não temos uma política que inclua o cuidador do idoso;, critica a doutora em saúde pública e especialista em gerontologia. Vale ressaltar que essa é uma atividade com perfil muito bem-definido. ;No Brasil, o cenário de cuidadores de idosos é composto por mulheres pobres, sem escolaridade, sem direitos formais;, descreve Berzins. Durante a pandemia, essas cuidadoras continuaram trabalhando, mesmo com alto grau de vulnerabilidade à transmissão do vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Para Rosita Kornfeld Matte, que foi relatora das Nações Unidas para Direitos das Pessoas Idosas por seis anos, avanços significativos no assunto velhice começam pelos direitos humanos. ;Primeiro tem de se atentar à heterogeneidade do envelhecimento, o que jamais se olhou;, argumenta. O segundo ponto é entender que o assunto abarca todo o conjunto de direitos humanos: econômicos, sociais, culturais, sanitários e, também, os direitos civis e políticos. ;O enfoque assistencialista deve mudar muito fortemente para um enfoque de direitos;, ressalta Matte.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A professora defende a criação de um instrumento jurídico internacional para que a promoção dos direitos e da integridade das pessoas idosas tenham consequências práticas. ;Esse instrumento tem importância especial para as pessoas idosas em situação de emergência, de vulnerabilidade;, acrescenta.</p>



<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2020/08/02/interna-brasil,877661/pandemia-expoe-os-desafios-da-longevidade.shtml</pre>



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		<title>CASA DE MÃE</title>
		<link>https://olhe.org.br/envelhecer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Olhe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2020 20:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[avanço]]></category>
		<category><![CDATA[conquista]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Envelhecer é uma conquista No Dia Internacional do Idoso, é preciso ressaltar necessidade de políticas públicas e celebrar a longevidade. Há grandes avanços nas políticas públicas de proteção social ao idoso no Brasil. Tais avanços foram definidos na Constituição de 1988, que ofereceu aos cidadãos regras e princípios até então distantes da maioria absoluta da população. São exemplos destas conquistas, aquelas que estão referidas nas políticas de seguridade social, ou seja, previdência, assistência social e saúde. São políticas estruturantes na defesa das condições de vida de quem mais precisa da presença e proteção do Estado. Entretanto, devido às questões de desigualdade social e econômica predominante no cenário nacional, nem todos os brasileiros são contemplados nas suas necessidades integrais e muitos ainda vivem na precariedade e exclusão social. O Brasil, através dos seus municípios, tem um marco legal bem avançado para atender e proteger a população idosa, mas na prática, age como se fosse ainda um país jovem. É um país que ainda não se comprometeu com a demanda deste segmento etário. Eis aí um desafio. O país precisa se preparar hoje para responder as necessidades da população idosa que já é presente, como também se preparar adequadamente para receber a que está envelhecendo e que terá um impacto muito grande na vida social, sobretudo na política de cuidados de média, curta e longa duração. O Sistema de Garantia de Direitos, composto pelo conjunto de políticas públicas e sociais, incluindo, por exemplo, o SUS – Sistema Único de Saúde; e o SUAS – Sistema Único de Assistência Social é o instrumento do Estado para garantir direitos. Só que vivemos num Estado de desproteção social na medida em que o Estado brasileiro não garante aos cidadãos idosos o acesso gratuito e universal às políticas já consolidadas no sistema, que deveriam proteger os cidadãos mais vulneráveis. Ou seja, as proteções sociais não estão dando conta de atender a população idosa. Preocupa-nos transformar a conquista da longevidade em problema social, como tem sido evidenciado no discurso de economistas e gestores públicos. Temos muitos desafios a serem vencidos quando pensamos em políticas públicas e sociais para a população que envelhece. O modelo público de política pública ainda se fundamenta no familismo. Tais práticas se expressam principalmente na política de assistência social e se caracteriza na família como pilar central, como foco principal da ação, tomando-a como espaço privilegiado de proteção dos seus membros, independente do seu modelo. Ao Estado, cabe intervir somente quando a família falha. Além de dar a família o principal papel de cuidar da pessoa idosa, o modelo familista reforça a desigualdade de gênero, à medida que sobrecarrega a responsabilidade da mulher na proteção da sua família, sem o devido amparo do Estado. O futuro do Brasil é a velhice! E o que o Brasil precisa é de políticas públicas para atender seus cidadãos idosos. Se tivéssemos no território nacional, a partir dos entes federados, União, Estados, Distrito Federal e dos 5.570 municípios a efetiva implantação do que já está previsto no marco legal, incluído o Estatuto do Idoso, já seria um grande avanço. Precisamos sim, de políticas de Estado para as pessoas idosas e não políticas de governo que podem se equivocar, inclusive quanto a autonomia das pessoas idosas, que podem desejar morar ou não como suas famílias. Por um Brasil que reconheça a velhice como conquista social da humanidade. Envelhecer com dignidade, direito humano fundamental. *Marília Viana Berzins é doutora em Saúde Pública, mestre em Gerontologia Social e presidente do&#160;OLHE. Fonte: http://www.casademae.blog.br/tag/marilia-berzins/</p>
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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile is-image-fill"><figure class="wp-block-media-text__media" style="background-image:url(https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/casademae-1024x702.png);background-position:32% 28.999999999999996%"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="702" src="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/casademae-1024x702.png" alt="" class="wp-image-609 size-large" srcset="https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/casademae-1024x702.png 1024w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/casademae-300x206.png 300w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/casademae-768x526.png 768w, https://olhe.org.br/wp-content/uploads/2021/01/casademae.png 1313w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Envelhecer é uma conquista</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Dia Internacional do Idoso, é preciso ressaltar necessidade de políticas públicas e celebrar a longevidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Há grandes avanços nas políticas públicas de proteção social ao idoso no Brasil.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<span id="more-608"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Tais avanços foram definidos na Constituição de 1988, que ofereceu aos cidadãos regras e princípios até então distantes da maioria absoluta da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São exemplos destas conquistas, aquelas que estão referidas nas políticas de seguridade social, ou seja, previdência, assistência social e saúde. São políticas estruturantes na defesa das condições de vida de quem mais precisa da presença e proteção do Estado. Entretanto, devido às questões de desigualdade social e econômica predominante no cenário nacional, nem todos os brasileiros são contemplados nas suas necessidades integrais e muitos ainda vivem na precariedade e exclusão social.</p>



<h3 class="has-text-align-center has-background has-huge-font-size wp-block-heading" style="background-color:#e9e9e9">O Brasil, através dos seus municípios, tem um marco legal bem avançado para atender e proteger a população idosa, mas na prática, age como se fosse ainda um país jovem. É um país que ainda não se comprometeu com a demanda deste segmento etário.</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Eis aí um desafio. O país precisa se preparar hoje para responder as necessidades da população idosa que já é presente, como também se preparar adequadamente para receber a que está envelhecendo e que terá um impacto muito grande na vida social, sobretudo na política de cuidados de média, curta e longa duração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Sistema de Garantia de Direitos, composto pelo conjunto de políticas públicas e sociais, incluindo, por exemplo, o SUS – Sistema Único de Saúde; e o SUAS – Sistema Único de Assistência Social é o instrumento do Estado para garantir direitos. Só que vivemos num Estado de desproteção social na medida em que o Estado brasileiro não garante aos cidadãos idosos o acesso gratuito e universal às políticas já consolidadas no sistema, que deveriam proteger os cidadãos mais vulneráveis. Ou seja, as proteções sociais não estão dando conta de atender a população idosa. Preocupa-nos transformar a conquista da longevidade em problema social, como tem sido evidenciado no discurso de economistas e gestores públicos.</p>



<h2 class="has-text-align-center has-background has-huge-font-size wp-block-heading" style="background-color:#e9e9e9">Temos muitos desafios a serem vencidos quando pensamos em políticas públicas e sociais para a população que envelhece. O modelo público de política pública ainda se fundamenta no familismo.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tais práticas se expressam principalmente na política de assistência social e se caracteriza na família como pilar central, como foco principal da ação, tomando-a como espaço privilegiado de proteção dos seus membros, independente do seu modelo. Ao Estado, cabe intervir somente quando a família falha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de dar a família o principal papel de cuidar da pessoa idosa, o modelo familista reforça a desigualdade de gênero, à medida que sobrecarrega a responsabilidade da mulher na proteção da sua família, sem o devido amparo do Estado.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h1 class="has-text-align-center has-text-color has-huge-font-size wp-block-heading" style="color:#5aa5e0">O futuro do Brasil é a velhice! E o que o Brasil precisa é de políticas públicas para atender seus cidadãos idosos.</h1>



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<p class="wp-block-paragraph">Se tivéssemos no território nacional, a partir dos entes federados, União, Estados, Distrito Federal e dos 5.570 municípios a efetiva implantação do que já está previsto no marco legal, incluído o Estatuto do Idoso, já seria um grande avanço. Precisamos sim, de políticas de Estado para as pessoas idosas e não políticas de governo que podem se equivocar, inclusive quanto a autonomia das pessoas idosas, que podem desejar morar ou não como suas famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por um Brasil que reconheça a velhice como conquista social da humanidade. Envelhecer com dignidade, direito humano fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>*Marília Viana Berzins é doutora em Saúde Pública, mestre em Gerontologia Social e presidente do&nbsp;<a href="http://olhe.org.br/">OLHE</a>.</em></strong></p>



<pre class="wp-block-preformatted">Fonte: <a href="http://www.casademae.blog.br/tag/marilia-berzins/">http://www.casademae.blog.br/tag/marilia-berzins/</a></pre>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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